|
|
Sábado, Fevereiro 25, 2006
O NJ Mudou. Acesse nosso novo endereço!
Agora com muito mais conteúdo
DANIEL SILVA -
11:17 - Comente o texto:
Domingo, Fevereiro 12, 2006
DANIEL SILVA -
20:26 - Comente o texto:
Domingo, Dezembro 18, 2005
Amigos,
DANIEL SILVA -
15:29 - Comente o texto:
Sábado, Outubro 22, 2005
DANIEL SILVA -
20:58 - Comente o texto:
Quinta-feira, Outubro 13, 2005
DANIEL SILVA -
18:19 - Comente o texto:
Terça-feira, Outubro 04, 2005
DANIEL SILVA -
21:59 - Comente o texto:
Domingo, Setembro 25, 2005
DANIEL SILVA -
21:45 - Comente o texto:
Quinta-feira, Setembro 22, 2005
JORNAL O GLOBO PROMOVE ENCONTRO COM PUBLICITÁRIOS
DANIEL SILVA -
02:45 - Comente o texto:
Domingo, Setembro 18, 2005
Pelo SIM ou pelo NÃO, dia 23 o Brasil vai as urnas.
DANIEL SILVA -
18:36 - Comente o texto:
Sábado, Setembro 10, 2005
Responsabilidade Jornalística com Apuração dos fatos
DANIEL SILVA -
14:55 - Comente o texto:
Queridos leitores.
O NJ mudou para continuar sendo o seu blog de informação.
Agora com mais espaço, um layout próprio e muito mais conteúdo.
Não deixem de acessar o novo NJ e fique sempre bem informado.
Aos amigos blogueiros que indicaram em seus blogs o NJ, peço que atualizar o link com o novo endereço: http://novojornalista.tripod.com
É assim mesmo. Nem precisa de "www"...
Não deixem de informar a todos sobre a mudança e aguarde que o seu NJ, agora novo, terá melhorias contínuas.
Um abraço a todos,
Daniel Silva
Editor - NJ

Primeiramente gostaria de agradecer a todos que lêem o NJ e que sempre deixaram mensagens de incentivo para que a produção de textos continuasse cada vez com mais freqüência. Infelizmente, a falta de tempo obrigou a ausentar-me um pouco do nosso Blog. Digo nosso porque me sinto muito honrado cada vez que as enquetes do NJ superam-se em número de votantes ou quando vocês participam entusiasticamente das matérias publicadas, dando duas opiniões e até mesmo muito acrescentando ao tema debatido.
Obrigado por me ajudar a Fazer um NJ cada vez mais a cara dos meus leitores.
Estou próximo a retornar com as atualizações do seu Blog de Informação, porém como sei que vocês merecem muito mais, estou criando um novo layout, com muito mais conteúdo e informação. O único problema é que mudanças, quando são para melhorias, são sempre demoradas, ainda mais quando a gente não tem muito conhecimento de webdesign.
Peço a todos que salvem o NJ nos seus favoritos e aguardem pois em breve teremos um novo Blog cada vez mais atualizado. Quem quiser ser avisado das mudanças e atualizações pode entrar na comunidade do NJ no orkut (clicando na imagem no menu ao lado) ou me informar seu e-mail mandando-me uma mensagem para novojornalista@gmail.com
Agradeço ao carinho de todos, principalmente aos que vêm me perguntar porque parei de atualizar, pois isso me dá uma força enorme para continuar.
Por fim, deixo meu msn para quem quiser me conhecer mais ou me dar alguma ajuda no novo lay para o Blog.
Grande Abraço,
Daniel Silva - Editor NJ.
O mundo tem hoje 1,2 bilhões de fumantes. Mas ao contrário do dito popular, quem fuma, tem sim pressa em morrer. Afinal, diariamente 10 mil pessoas no mundo morrem de doenças causadas pelo cigarro. Em dados nacionais, são 200.000 brasileiros/ano, ou seja, durante a cada hora, o tabagismo faz com que 23 brasileiros venham a falecer. Segundo a Organização Mundial (OMS) de Saúde ele é principal responsável por mortes Evitáveis.
Quando uma pessoa fuma, ela está introduzindo em seu organismo cerca de 4.700 substâncias tóxicas. Dentre estas, a nicotina e o monóxido de carbono (mesmo gás altamente tóxico que sai do escapamento dos carros e ônibus). É como se ao fumar, você estivesse parado em frente a um ônibus inalando toda aquela fumaça! A indústria do tabaco (IT), para tentar iludir o seu consumidor criou os "cigarros de baixo teor", sendo que estudos concluem que estes fazem tanto mal como os cigarros com teores normais.
Ainda segundo estudos da OMS, no Brasil, cerca de até 27% dos estudantes já são fumantes. É esta fase, entre 12 e 18 anos, a mais suscetível à dependência da nicotina. Quando ainda adolescentes, as pessoas estão formando suas personalidades e consciência crítica, além de ser uma fase de firmação da auto-estima. É comum em boates, jovens começarem a fumar para sentirem-se mais atraentes e sedutores.
O cigarro, incoerentemente, sempre teve suas campanhas publicitárias relacionadas ao bem estar, a juventude e a auto-estima. Para evitar que os brasileiros continuassem a ser induzidos ao fumo, desde 27 de dezembro de 2000, quando entrou em vigor a lei 10167, está proibido propagandas de produtos fumígenos. Embora a IT tenha questionado que o país perderia com a retirada do patrocínio a eventos culturais e esportivos, o Banco Mundial garante que o consumo do fumo propicia uma perda de 200 bilhões de dólares em todo o planeta. Essas perdas se dariam principalmente pela sobrecarga dos sistemas de saúde e a morte de cidadãos em idade produtiva. Em outra medida, as tradicionais frases "O ministério da saúde adverte", para sensibilizar mais e atingir a consciência do fumante, agora vêm acompanhadas de imagens reais,muito mais impactantes. Como a de um pulmão após alguns anos de fumo (veja foto abaixo). Embora estas ações tenham seu êxito, o aumento do número de fumantes é ainda preocupante.
A nicotina age no sistema nervoso central como a cocaína, causando transtornos mentais e de comportamento devido ser uma substância psicoativa. Tem efeito estimulante e após algumas tragadas profundas, tem efeito tranqüilizante. Com isso, ela bloqueia o estresse. A maioria das pessoas que tentam parar de fumar, retornam ao vício no primeiro mês de abstinência, já que a nicotina não vicia pelo prazer que proporciona, mas pelo desprazer provocado pela sua ausência.
Doenças associadas ao tabagismo
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o fumo causa quase 50 doenças diferentes, inclusive doenças degenerativas como o câncer. Além disso, estudos comprovam que o tabagismo é responsável por:
25% das mortes causadas por doença coronariana - angina e infarto do miocárdio;
45% das mortes causadas por doença coronariana na faixa etária abaixo dos 60 anos;
45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos;
85% das mortes causadas por bronquite e enfisema;
90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes passivos);
30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero);
25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral).
O tabagismo ainda pode causar:
impotência sexual no homem;
complicações na gravidez;
aneurismas arteriais;
úlcera do aparelho digestivo;
infecções respiratórias;
trombose vascular.
Fumantes x Não-Fumantes:
10 vezes maior de adoecer de câncer de pulmão
5 vezes maior de sofrer infarto
5 vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar
2 vezes maior de sofrer derrame cerebral
Se parar de fumar agora?
após 20 minutos sua pressão sangüínea e a pulsação voltam ao normal
após 2 horas não tem mais nicotina no seu sangue
após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza
após 2 dias seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar já degusta a comida melhor
após 3 semanas a respiração fica mais fácil e a circulação melhora
após 5 A 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou
Existem no mercado, vários remédios e técnicas comercializadas para quem deseja parar de fumar. O INCA, garante que apenas a determinação pessoal, com acompanhamento médico seja suficiente para que o próprio fumante fique livre da nicotina.
Existem dois métodos: O Imediato, quando o dependente marca uma data e a partir dela não fuma mais. Que é a mais aconselhada pelos médicos; e a Parada Gradual, onde pode ser retardado o tempo entre um cigarro e outro, ou pela redução do número de cigarro tragados.
O instituto recomenda que a estratégia gradual atinja o dia em que o ex-fumante não fume nenhum cigarro em no máximo duas semanas para não se tornar uma forma de adiar e sim de parar de fumar.
Quando o ex-fumante tem momentos de estresse elevado, geralmente sentirá vontade de fumar. Essa vontade não dura mais que alguns minutos e não ficar parado facilita a recusa ao cigarro. É aconselhável que masque um chiclete ou coma uma fruta. Exercício de respiração e relaxamento também auxiliam no controle da vontade de fumar.
Aproveite a vida, viva sem FUMO.
Há 10 dias para a votação, o Brasil continua envolvido nas polêmicas que surgem em relação ao referendo. A classe artística, que em boa parte se mobilizou em promoção ao Sim, está trocando acusações através da mídia. Os artistas a favor do não, acusam os demais de usarem sua imagem para influenciar a população. Zeca Pagodinho, afirmou em entrevista ao jornal O Dia que "alguns artistas são contra a proibição mas não falam para 'não pegar mal'". O cantor que mantém o porte de arma em seu sítio, porém, ainda não sabe qual será seu voto. Mais radical em suas declarações Fagner disse a Folha de São Paulo que "Onde tem muito artista falando, já se sabe que não é boa coisa. É tudo um bando de 'Maria-vai-com-as-outras'". As declarações movimentaram o meio, e artistas como Marcelo Yuka, Roberta Miranda, Chico Buarque, e Arlete Salles condenaram as falas do Cantor Cearense.
Os veículos de comunicação também se envolveram em embates éticos ao noticiar o Referendo. Dia 05/10 a revista VEJA pôs nas bancas a capa "7 razões para votar NÃO". Ao explicitar seu posicionamento em relação ao não, a Veja incitou as suas concorrentes a levantarem a questão ética. A revista Isto é, publicou na semana seguinte a capa "Referendo das armas: 7 Razões para votar Sim; 7 razões para votar Não. Só você decide." Na matéria, a revista expõe argumentos de cidadãos que já passaram por alguma situação envolvendo armas de fogo e que por isso argumentam pelo sim ou pelo não. Já a Época, preferiu se afastar da polêmica e em sua edição "10 Mitos sobre as armas" procura desmistificar a questão para elucidar o cidadão antes do seu voto.
A consulta popular, irá consumir dos cofres públicos cerca de R$ 240 milhões. As cifras se mostram desiguais quando comparadas ao valor investido pelo governo federal, no ano anterior, em segurança: apenas R$ 165 milhões. Mais que decidir se a população civil terá ou não direito de portar em casa uma arma. Os nossos governantes, que se excluíram da proibição, (caso o Sim vença eles continuaram podendo portar arma) precisam criar ações que efetivamente diminuam a violência no Brasil, país que tem números de mortos maiores que de uma guerra civil.
Em meio a toda esta polêmica, para os leitores do NJ, o assunto já está decidido. O resultado da nossa enquete, finalizada hoje, aponta para uma vitória tranqüila do Não. 68,89% dos nossos leitores afirmaram que, ao serem perguntados, dia 23 se, "O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?" responderão NÃO. Ao contrário de 24,44% das pessoas que nos responderam que votarão SIM. Apenas 6,67% dos votantes disseram ao NJ que ainda estão indecisos.
Em outra Enquete, o NJ perguntou: Se o voto não fosse obrigatório, você iria votar?
O resultado mostra que todos os escândalos envolvendo o nosso governo fez o brasileiro perceber a importância do seu voto como ferramenta de transformação nacional. Apenas 20% dos leitores afirmaram que não votariam caso não fossem obrigados. Já a grande maioria, 80% dos votos, declara que iria votar mesmo que por vontade própria.
O NJ quer continuar sabendo o que você pensa, responda nossa nova enquete:
ENQUETE NJ: BRASIL NÃO ACREDITA EM PUNIÇÃO PARA TODOS OS ENVOLVIDOS NOS ESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO DO GOVERNO
Mensalão, CPI dos Correios, malas e até cuecas recheadas de dinheiro. O país viu a todo o momento surgir um novo fato que alimentasse os escândalos envolvendo nossos políticos. Corruptos que de várias formas de tentaram escapar das conseqüências. Uns renunciam, usando a tática do "finjam-se de morto", e com isso evitam a perda de seus direitos políticos. Outros, mais corajosos vão até o final. E proferem para a nação que almejam apenas ser "os salvadores da pátria".
Em meio a todo este revés da nossa democracia estão os nossos cidadãos. Esses sim heróis. Milhares de Marias, Josés e Silvas que sobrevivem seguindo a Xuxa, fazendo um estica e puxa para conseguir com o mínimo que lhe é permitido, dar dignidade a suas famílias.
Mediante a tanta corrupção, o brasileiro se tornou descrente. Apesar de sorridente, sua característica natural que ao mundo encanta, já não tem mais a esperança em ver o Brasil mudar.
Para evidenciar a perplexidade do cidadão tupiniquim, o NJ perguntou: Alguém será realmente punido por toda esta corrupção na política nacional?
Confira o resultado final de nossa enquete:
76,47% - Alguns: Haverá sempre um punido apenas para acabar com a repercussão.
17,65% - Não: Apesar de toda a repercussão, continuaremos sem punição.
5,88% - Sim: Dessa vez com a mobilização da mídia e da sociedade, os corruptos serão punidos.
O NJ quer saber cada vez mais o que você pensa. Continue votando nas nossas enquetes. Porque aqui, a sua opinião importa!
"Democracia: quando o tiro sai pela culatra"
Vivemos hoje num país onde o que impera é um sentimento nacionalista e um ideal democrático utópico. Desde os tempos da ditadura militar, onde os direitos civis eram cerceados através de estados de sítio freqüentes, o que impera neste país é uma espécie de democracia consentida.
Obviamente os tempos são outros, bem diferentes de outrora. O povo tem mais acesso à cultura, à informação e a outras formas de conhecimento. Porém, o que não se admite é que continuemos sendo vítimas de uma democracia meramente ideológica, marcada, entre outras coisas, pela obrigatoriedade do voto.
Democracia se supõe desejo popular, vontade popular. É a expressão solene do livre-arbítrio, do direito inalienável de ir e vir. Já somos obrigados a escolher nossos políticos no processo eleitoral e agora nos vemos obrigados a aprovar ou não a lei do desarmamento no referendo que será realizado mês que vem. Os mais pessimistas ainda podem argumentar: se o voto não for obrigatório, apenas uma pequena parcela da sociedade fará valer sua opinião. Ora, campanhas publicitárias existem aí pra isso: fomentar e despertar o desejo patriótico latente na população brasileira, seja através de publicidade institucional, campanhas de conscientização, ações de marketing estratégico, etc.
Então, antes de colocarmos em prática nosso senso democrático, lutemos por nossos ideais, pelo livre-arbítrio (que por sinal também é um dos alicerces fundamentais da igreja católica), por um país livre no sentido latu sensu da palavra. As armas nós já temos em mãos, é preciso apenas mirar no foco certo e não deixar o tiro sair pela culatra, leia-se, continuarmos passivos ao que nos deveria ser de direito e não de obrigação.
Este artigo é assinado por SAMIR MELO.
Samir é paraibano, tem 25 anos e se formou em comunicação na ASPER. Para ele "escrever é quase que uma terapia". Samir aceitou o nosso desafio e agora faz parte da equipe NOVO JORNALISTA.
Se você gosta de escrever faça também parte da nossa equipe. Nossa meta é ter colaboradores em todas as regiões do Brasil. Com isso faremos do NJ um Blog de leitura diferente, onde você sentirá nos textos a presença das mais variadas culturas, tradições e pensamentos desse nosso imenso Brasil.
Grande Abraço,
Equipe Novo Jornalista.
Nesta última terça-feira, 20, ocorreu no auditório do Jornal O Globo mais um evento em comemoração ao seu octogésimo aniversário. Desta vez com o tema "Publicidade em Jornal: Criação, tendências e Perspectivas" a série Encontros O Globo/Especial 80 anos trouxe ao Rio de Janeiro alguns dos principais nomes da publicidade nacional.
Mediados pelo colunista Artur Xexéo, participaram da mesa os publicitários: Lula Vieira, Mauro Matos, Adilson Xavier e Fábio Fernandes. Antes de cada palestrante, foram exibidos vídeos com suas criações, todos anúncios, que tiveram grande repercussão entre a opinião pública e outros profissionais do meio. Após a apresentação, cada participante contou com 20 minutos para expor suas idéias. Eles explanaram sobre a evolução da publicidade ao longo dos 80 anos de existência do jornal, explicaram como se faz para sempre inovar e qual a sua perspectiva para o futuro do jornal.
Num dos eventos de maior público da série, a platéia teve oportunidade de escrever perguntas que eram repassadas aos convidados através do mediador. Ao ser questionado sobre os excessos cometidos pela publicidade Adílson explica:
- A publicidade vive na busca pela novidade e nessa busca ocorrem excessos. O ponto da questão está em fazer com bom gosto. Publicidade é a soma de informação e sedução.
Lula Vieira confessou que o anúncio que mais lhe marcou ao longo dos seus 32 anos de experiência foi o da campanha de natal do antigo Banco Nacional. A campanha obteve tamanho êxito que poucos diriam não lembrar no natal do jingle "quero ver você não chorar, não olhar para trás, não se arrepender do que faz.." Ele foi co-autor da letra. Com muitas perguntas direcionadas a si, Lula foi categórico ao falar sobre os polêmicos informes publicitários:
- É uma tentativa de fingir que é notícia. Todo leitor que realmente observa o que é uma notícia sabe que aquilo é pago. Quando se quer fingir que é notícia temos uma questão eticamente indefensável e publicitariamente fraca.
Mauro Matos surpreendeu a platéia ao propor um exercício de interação. Ele mostrou com a tarefa proposta, as dificuldades da profissão em relação ao tempo necessário para a criação e veiculação da propaganda e ensinou:
- Geralmente a solução pode estar dentro do problema. O importante é saber o foco.
Sobre a dúvida se o jornal continuará tendo importância como veículo de informação Mauro disse ainda:
- Nós não estamos vivendo mais na era da informação e sim a do conhecimento. Sem organizar todo o volume de informações que recebemos, não é feito o bom uso delas. Essa será sempre a função do jornal. E nisso ele é insubstituível.
Lula concordou com Mauro, foi além e no final filosofou:
- Não se sabe brevemente no que o jornal irá se transformar. O que se sabe é que o jornal irá ser um tercerizador de hierarquização da informação, selecionando o que é crível do que não é. Os blogs estão muito difundidos, mas o que hoje importa não é a notícia, mas quem está lhe dando esta informação. Quem está tornando ela crível. Ao contrário do previsto, crescerá a importância do jornal como selecionador de notícias. O que importa todas as respostas se eu não tenho as perguntas.
Para Fábio, que possui a conta do Unibanco, na campanha Nem parece Banco o jornal pode manter o consumo de um produto de massa. Ele cita inclusive um exemplo real:
- Certa vez, foi criada uma campanha de uma cerveja fictícia com a propaganda veiculada somente no jornal. A marca acabou sendo tão procurada que passou a ser fabricada.
Todos os palestrantes foram ovacionados pela platéia formada em sua maioria por estudantes de comunicação. A série comemorativa continua, com entrada sempre gratuita, precisando chegar com antecedência de 1 hora para retirar senha. Os próximos eventos serão divulgados no próprio jornal. Não Percam!
Em pouco mais de um mês todos os eleitores do país deverão responder se "O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil". Será o primeiro referendo da nossa democracia e no dia 23 de outubro, através do "SIM" ou "NÃO", os brasileiros estarão decidindo por proibir em definitivo ou não a venda de armas e munições a população civil.
Atualmente para um cidadão comprar legalmente uma arma, ele precisa apresentar entre muitos outros documentos, atestado psicológico, certidão criminal negativa, comprovação de capacidade de manuseio de arma de fogo além de ter que demonstrar a necessidade de portar um instrumento bélico.
Dividida, a sociedade e os parlamentares criaram duas frentes. No sítio da frente Diga sim a vida vote 2, que é a favor do desarmamento civil total, são reproduzidas matérias de jornais de todo o Brasil que noticiam acidentes com armas guardadas em residências. Ainda em defesa do Sim, números da Polícia Civil do Rio de Janeiro mostram que 30% das armas apreendidas na ilegalidade tinham sido vendidas para "cidadãos de bem". A frente conta com apoio da Igreja, da União dos Estudantes do Brasil além de vários artistas e intelectuais. Já no sítio da frente Eu voto não! A defesa da não proibição cita uma pesquisa publicada pelo jornal "O Estado de Minas" demonstrando, num gráfico comparativo, que o Brasil é um dos países com mais homicídios do mundo mesmo existindo armas de fogo em apenas 3,5% dos domicílios brasileiros (menor índice entre os países pesquisados). A frente alega ainda que bandidos não compram armas legalmente.
Muitos são os argumentos pró e contra o desarmamento, cabe aos cidadãos decidir o que será melhor para o Brasil. Antes de ir a zona eleitoral, e votar 1 ou 2, é preciso buscar mais informações sobre o assunto para que o voto seja consciente. O Brasil precisa aproveitar essa oportunidade para se politizar e fazer do dia 23 de outubro um ensaio para o voto consciente. Embora uma sociedade armada não contribua para sua própria segurança, desarmá-la também não resolve os problemas de violência que afetam o Brasil. Podemos aproveitar este referendo para compreender que somente quando o brasileiro começar a refletir, antes de opinar, sobre questões que afetam o seu cotidiano e escolher os melhor seus representantes é que podemos começar a ver mudanças.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Você já tem uma opinião formada sobre o assunto?
Então queremos saber o que você pensa. Vote na nossa ENQUETE!
Ainda está na dúvida? Precisa ler mais sobre o desarmamento? Então clique nos logos abaixo e conheça o que pensam as pessoas que defendem o SIM e o NÃO
Todos os dias somos bombardeados por uma série de informações que a internet nos disponibiliza. Um conteúdo vasto e que abrange todos os tipos de interesses e curiosidades. O grande problema de quando nos deparamos com esse "mundo de informações" é saber filtrar o que é verídico e separá-lo do que deve ser desconsiderado. De certa forma, tudo contribui para o nosso enriquecimento cultural, até a maior das asneiras pode te levar a pensar sobre algo antes não analisado. Todavia, quando essas asneiras são transmitidas por sites teoricamente compromissados com a integridade da notícia, limpa de qualquer interesse que não seja o avanço da cidadania, a população fica a um passo da alienação e perde um pouco do seu referencial de jornalismo com credibilidade.
Mas porque estou dizendo tudo isso? Pois bem. Hoje, ao abrir meu correio, e mais uma vez como em todas as outras, tentar usar minha sensibilidade para identificar os e-mails que têm ou não um conteúdo "perecível", deparei-me com algo que conquistou a minha atenção. Uma nota, de alguém com quem me correspondo, porém não conheço pessoalmente, alertava aos seus leitores para que nas próximas eleições todos utilizassem um recurso que nos presentearia com a retirada de todos estes calhordas que ocupam atualmente o nosso cenário político-nacional. Para isto, bastaria que 50% mais um dos brasileiros votasse nulo.
Seria possível com este grande esforço da população limpar a nossa política pelo menos dessa leva de mensalistas? Foi o que me interroguei. No comunicado, a pessoa, para comprovar sua tese, usa a própria lei eleitoral como fonte, exclamando que nela consta um artigo garantindo, caso a nulidade dos votos seja a maioria, que a eleição seja cancelada, com uma nova data a ser definida, onde todos os políticos candidatos na eleição anterior estariam impedidos de se concorrer. Perfeito não? Está aí uma corrente que eu faria de tudo para chegar aos olhos dos nossos mais de 115 milhões de eleitores.
Pesquisar os Fatos é garantir credibilidade ao leitor
O grande problema é que isso tudo está perfeito demais para se chamar Brasil. E como um futuro jornalista, tendo em mim, a responsabilidade de checar os fatos antes de noticiá-lo, tratei de buscar provas para tal esperança que tinha sido projetada em meu coração. Em minhas buscas, achei o que encorajou a escrever este artigo. No site Centro de Mídia Independente, com a data de 20/09/2004, li um artigo sobre o mesmo tema, onde explica inclusive como se faz para dar o tal voto nulo. O artigo, assinado por um "autor desconhecido" (?), garante ainda que a urna eletrônica, usa como artifício para desencorajar o que seria a "recusa nacional aos políticos atuais" uma mensagem de erro, solicitando ao eleitor que anula seu voto, digitando um número que não corresponde a nenhum candidato, escolha um número válido. Seria realmente isso? Nós teríamos como nos livrar dos nossos políticos atuais, e eles ainda inventam um meio de tentar evitar que isso acontecesse?
Quando se lê sobre uma lei, e o efeito dessa lei nas nossas vidas, qual é o melhor caminho para checar as informações?
Exatamente querido leitor, foi o que fiz! Lancei-me sobre a própria lei eleitoral para buscar nela as confirmações necessárias antes que me dispusesse a passar adiante um ideal. Quando localizei em nosso Código Eleitoral o artigo 224 que fala sobre a nulidade dos votos, percebi a bobagem que eu estava prestes a cometer, caso os incentivasse a votar nulo nas próximas eleições. Veja o que diz o artigo:
"Art. 224. Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.
§ 1º Se o Tribunal Regional na área de sua competência, deixar de cumprir o disposto neste artigo, o Procurador Regional levará o fato ao conhecimento do Procurador Geral, que providenciará junto ao Tribunal Superior para que seja marcada imediatamente nova eleição."
(Código Eleitoral, LEI Nº 4.737, DE 15 DE JULHO DE 1965, República Federativa do Brasil)
Como visto, seu conteúdo garante, em caso da maioria dos votos serem nulos, apenas que seja marcada uma nova eleição, com o prazo de 20 a 40 dias da anterior, porém não cita, em momento algum, a inelegibilidade dos candidatos derrotados pelo voto nulo.
Não só escrever, mas ler com responsabilidade
Ao escrever, você está levando o seu leitor a refletir sobre um tema. Seu texto, tem a capacidade de brotar ideais, engajar pessoas e criar esperanças. Por isso todo jornalista, seja ele experiente ou novo, de carreira ou formando, tem a obrigação de antes da primeira linha, checar tudo o que for necessário para a produção do seu texto. A menos que o seu interesse seja tornar-se um "autor desconhecido".
Embora esta responsabilidade tenha que estar fixada em cada pessoa que se dispõe a escrever algumas linhas, como não podemos garantir este êxito, o meu desejo ao escrever este artigo, é solicitar a cada um de vocês, que como leitores, busquem a certeza sobre o que vocês estão lendo, antes de motivar-se a levar adiante um ideal.
Destinado a produção de textos jornalísticos por estudantes de comunicação. Se você tiver um texto e quiser vê-lo publicado aqui, encaminhe um e-mail.
| NJ - Últimas Notícias |
|
|
-----------------------
SHOW DE ENQUETES
-----------------------
RJ - JB
RJ - O DIA
RJ - O GLOBO
SP - FOLHA
SP - ESTADÃO
SP - VALOR
DF - CORREIO DE BRASILIA
BA - CORREIO DA BAHIA
BA - A TARDE
ES - GAZETA
MG - ESTADO DE MINAS
PR - GAZETA DO POVO
RS - ZERO HORA
SC - DIÁRIO CATARINENSE
ARG - CLARÍN
ARG - LA NACIÓN
ESP - EL PAIS
FRA - LE MONDE
ING - FINANCIAL TIMES
ING - THE GUARDIAN
ING - THE INDEPENDENT
ISR - THE JERUSALEM POST
ITA - CORRIERE DELLA SERA
ITA - GAZETA DELLO SPORT
JAP - THE JAPAN TIMES
POR - DIÁRIO DE NOTÍCIAS
RUS - EIN NEWS
URU - EL PAIS
USA - THE NEW YORK TIMES
USA - WASHINGTON POST
USA - USA TODAY
CAROS AMIGOS
CARTA CAPITAL
GALILEU
ISTO É
ÉPOCA
VEJA
TIME
THE SCIENTIST
Páginas de Sophia
Amnésia Crônica
Os Livros que já Li
Positivo e Operante
Tri-Ângulo
Arquivo
06/01/2005 - 06/30/2005
09/01/2005 - 09/30/2005
INDIQUE O NJ: